capítulo 1 - Galo

Capítulo 1 - Galo

Raly acordou na rua em cima de um papelão, olhou para o céu, viu o dia nascer, o sol iluminar as nuvens multicoloridas, e ele sentiu muito amor vindo da fonte e começou a cantar glórias a Deus e inventar as músicas que quisesse para dizer o quanto tudo é perfeito.

E ele cantou pela rua com o máximo de energia que tinha. De repente, as casas foram se movimentando, acordando, e as pessoas começaram a xingar Raly. E a alegria de Raly, que já estava pelas ruas há uns dois anos, começou a ser substituído por vergonha e depois tristeza. E ele pegava seus cobertores sujos e rasgados e saia correndo. Dali ele ia para outro bairro onde ninguém estaria vibrando ódio contra ele. Na manhã seguinte, tudo acontecia de novo, e logo toda a cidade, que era pequena, ficou o conhecendo como "galo". Era o mendigo louco mais famoso da cidade.

Ele caiu na estrada quando se convenceu de que aquelas propagandas faziam sentido pra ele. E deveria buscar a natureza para curar sua alma e ser feliz. Era o que o governo patrocinava em todas as mídias para influenciar as pessoas doentes mentalmente a não irem buscar tratamento nós hospícios, pois eles constataram que as doenças eram incuráveis e só geravam custos para a máquina do governo e esse dinheiro poderia ser investido em outra coisa mais útil: como maiores salários.

Então, depois deste último dia de humilhação, Raly decidiu ir de vez para a natureza e começou a andar pelas estradas de terra a procura do seu lugar no mundo.

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