Sou influenciado pelo mundo espiritual e pelos significados dos símbolos. A matéria física é apenas uma manifestação das energias.
Desenvolvi uma técnica de pintura na qual é possível criar e, em seguida, expor mais de uma imagem na mesma tela, alterando a luz incidente. Utilizo luz branca, luz ultravioleta e luz colorida para criar múltiplas imagens e movimentos na tela pintada, proporcionando uma experiência imersiva e interativa.
Luke Sallaz é um artista que desenvolveu uma técnica de pintura única chamada Alukemia (um neologismo para a alquimia da luz) que mistura tintas especiais, resultando em pinturas que apresentam imagens diferentes conforme acontece a mudança da luz.
Ele começou a pintar no início de 2019 e logo chamou a atenção de conhecedores de arte ao seu redor. No mesmo ano, participou da exposição que aconteceu no evento "Chá Cultural" na Unesp em Jaboticabal e realizou diversas exposições por onde passou.
Como toda arte influencia a energia das pessoas e o ambiente onde é exposta, sua arte não passa despercebida. A transição da luz branca para a luz ultravioleta revela outra imagem, levando o observador além do óbvio e permitindo que ele veja além.
Veja além da realidade normal. Veja além do que você vê.
Na minha arte, aplico criativamente uma propriedade da luz e da pintura chamada metamerismo. Depois de criar minhas próprias tintas exclusivas, desenvolvi uma técnica de pintura na qual é possível criar e, em seguida, expor mais de uma imagem na mesma tela, alterando a luz incidente.
Como artista autodidata, sou influenciado pelo mundo espiritual e pelos significados dos símbolos. Tudo para mim é espiritual, e a matéria física é uma manifestação do mundo espiritual.
Anteriormente, eu era músico e desejo recriar a experiência imersiva da música neste novo meio. Uso luz branca, luz ultravioleta e luz colorida para criar múltiplas imagens e movimentos. Essa técnica é imersiva e interativa. Quando a luz que incide sobre a pintura muda, o que seus olhos veem também muda, criando uma experiência mais intensa.
Luke Sallaz (Luiz Antonio Sesso Salazar) nasceu em 1983, na cidade de Jaboticabal, e desde cedo demonstrou uma sensibilidade artística fora do comum. Ainda na adolescência, influenciado por Renato Russo, começou a escrever poesias e compor músicas como forma de traduzir emoções que nem sempre cabiam em palavras comuns.
Durante mais de 20 anos, a música foi seu principal caminho criativo. Estudou Letras na Universidade Estadual de Londrina e atuou em diversas áreas, de professor a gestor corporativo. Apesar de uma trajetória profissional sólida, sentia que ainda não havia encontrado sua verdadeira expressão.
Em 2017, tomou uma decisão decisiva: deixou tudo para trás e partiu em uma jornada sem destino definido. Essa travessia o levou ao interior de Goiás, onde viveu um período de isolamento, autoconhecimento e intensa produção artística. Foi ali que começou a reorganizar sua forma de ver o mundo — e a si mesmo.
Em 2019, quase por acaso, a pintura entrou em sua vida. Ao criar quadros, descobriu uma nova linguagem — mais direta, mais visceral. O reconhecimento foi imediato: suas primeiras obras já despertaram interesse e encomendas, marcando o início de sua carreira nas artes visuais.
Após enfrentar perdas profundas que impactaram sua vida pessoal e criativa, Luke encontrou na arte uma forma de reconstrução. A dor, longe de interromper sua trajetória, tornou-se matéria-prima para uma expressão ainda mais autêntica.
Nos anos seguintes, viveu na região do Vêneto, na Itália, onde aprofundou suas técnicas e consolidou sua identidade artística. Foi nesse período que desenvolveu sua técnica autoral, a Alukemia — um processo que integra intuição, experimentação e camadas simbólicas para transformar emoção em forma.
Em 2024, foi para Toronto onde realizou diversas obras de arte e criações de entretenimento deixando lá algumas de suas artes.
Hoje, Luke Sallaz vive no Brasil onde é um artista visual que traduz experiências humanas em composições intensas e únicas. Sua obra convida o observador não apenas a ver, mas a sentir — como quem atravessa, em silêncio, uma paisagem interna.
Com a minha arte, quero mostrar que a realidade é fugaz, que o que importa é o que está além do que se vê. A mudança de luzes, da luz branca para a luz negra, tem o propósito de mudar o ambiente e, assim, alterar as frequências, revelando o sobrenatural. E é nesse momento de transição que a minha arte acontece. Não é apenas uma pintura física, não é apenas uma pintura de néon... mas sim uma mudança completa de ambiente, externo e interno, que se reflete na fruição artística do observador. Assim, a fruição acontece no instante em que as luzes mudam.
Até então, no mundo da arte, uma pintura era feita de acordo com a luz ambiente, e essa era a norma. Mas a tecnologia permitiu que conseguíssemos controlar a frenquêcia de luz, e assim, conseguimos ver diferentes cores refletidas nos pigmentos. A possibilidade de criar o ambiente ideal com a frequência de luz desejada, além de ser um reflexo da atividade humana no mundo, tornou possível criar essa experiência transmutadora e, de certa forma, imersiva, porque, ao mudar a iluminação ambiente, fazemos o espectador "entrar na obra".
Transmutação é a propriedade de mudar transformando as circunstâncias e a própria essência, e eu a vejo como um termo alquímico, como se fosse usado para descrever a transformação do chumbo em ouro. E esse é precisamente o propósito da minha arte: mostrar o “ouro” da vida espiritual, além da material. Penso que tudo é espiritual de fato, pois sem o espírito, a matéria está morta. Ou seja, tendemos a pensar que existe nosso braço físico e o espírito, mas é o nosso espírito que move o nosso braço; assim, o que é material pode ser entendido como uma extensão do espiritual que está conectado a ele, ou mesmo como uma consolidação das energias sutis, que, no fundo, são o que movem as energias mais densas.
Eu nunca nego a ciência, porque ela faz parte da minha arte, mas não podemos esquecer que a ciência é um meio para alcançarmos o espírito. Diversas novas teorias científicas chegam a esse ponto e, portanto, minha arte também propõe essa reflexão. As tintas que uso são feitas por mim e tento usar pigmentos foscos e fluorescentes não tóxicos. E nos fluorescentes, principalmente, há uma reação de troca de camadas de elétrons que são estimulados pela alta energia da luz negra e, ao saltarem de uma camada para outra, liberam energia. Isso é ciência pura. De qualquer forma, a luz negra, por sua vez, só é invisível aos olhos porque está no limiar da visão humana e não é prejudicial à saúde, pois é UVA, que tem um comprimento de onda que começa em torno de 410 nm e termina em 315 nm.
Encontrei uma lenda em minhas viagens pelas estradas de Goiás, de que os índios previram que, quando a terra fosse devastada e a natureza poluída, espíritos apareceriam em várias nações ao redor do mundo para recuperar o planeta. E essas pessoas fazem parte de uma grande tribo chamada Tribo Arco-Íris, e sem pretensões, acho que faço parte dela, porque minha luta é para fazer o ser humano mudar, e mudando ele pode aprender a tratar a natureza como seu próprio lar, o que ela realmente é. E tudo começa com a transmutação dos sentimentos humanos.
Quando a música é tocada, ela muda o ambiente onde é ouvida, não apenas pelo contato com os ouvidos, mas também por ser uma frequência que faz tudo o que toca vibrar, e com as luzes é a mesma coisa. Um ambiente com iluminação de luz negra é um ambiente que estimula a espiritualidade e as energias sutis, pois é uma frequência mais elevada. Dessa forma, minha arte age como música, porém, não precisa de minutos para ser tocada e apreciada, e sim, é instantânea, e é nesse momento fugaz que acontece. Nesse curto espaço de tempo, toda a eternidade se manifesta.